Desabafo: Mulheres…ricas?!


A primeira coisa que pensei quando liguei minha tv na Band às 22h20 dessa segunda-feira foi, com o perdão da palavra, “que porra é essa?!“.
Lá estava o reality show mais fake desse brasil: Mulheres Ricas.
A série é sustentada com um elenco de peeeeeeso (oi?) cheio de glamour, como Brunete Fraccaroli (que atua muito mal, por sinal), Lydia Sayeg (razoável), Débora Rodrigues (a mais ‘coerente’ no meio de tanta loucura), Narcisa Tamborindeguy (pra quê você se sujeita a isso, Narci??) e Val Marchiori com seu extenso e irritante vocabulário internacional, onde a única palavra proferida, e quiçá sabida, é hello, que se tornou a palavrinha mais manjada no universo por patricinhas dos anos 90! (se atualiza, Val!).
As situações que programa monta giram em torno de mostrar como é lindo e maravilhoso ser estas mulheres que gastam o quanto quiserem e bebem muito champagne caro.
Mas gente, a Band não pode estar falando sério de que nós queremos ser estas mulheres! Primeiro porque a falta de assunto do reality é tamanha que eu nem consegui assistir inteiro; segundo porque eu acredito que praticamente tudo ali, menos a conta bancária das moças, é fake. Cada historinha uó; terceiro porque seria muito, mas muuuito deprimente se tornar qualquer uma destas mulheres que só ostentam futilidade.
Olha a descrição que o site oficial deu para Brunete: “O seu estilo de se vestir é extremamente peculiar. Roupas cuidadosamente pensadas, cabelo impecável e maquiagem intocada fazem de Brunete uma verdadeira Barbie”. Preciso comentar alguma coisa? Acho que não, né?
No episódio em questão, Valdirene e Brunete vão até Angra, ainda conhecida como refúgio de milionários, segundo a miss Hello. A sortuda da Débora conseguiu escapar da viagem porque o marido achou péssima a ideia e a fofa desistiu da empreitada de sucesso (NOT!)
A parte que eu achei mais triste, além do estouro de champagne a cada cinco minutos para fingir uma super-celebração do luxo, foi uma suposta reuniãozinha ao som de Lady Gaga onde as duas dançavam, junto de apenas mais uma pessoa, que era o maquiador da Val, e fingiam ter ‘o momento de suas vidas’ naquela  festinha para três, que não sustentou nenhum tipo de vínculo, amizade ou até mesmo diversão entre as pessoas envolvidas. É como se a cena fosse gravada e de repente alguém grita ‘corta!’, as luzes se apagam e cada um vai para seus aposentos dormir. Um tédio.
O mais engraçado é a Val criticando a pobreza sempre que possível, quando a própria nasceu com o pézinho na lama e foi bancada por um empresário milionário que chamava de marido, mas que na verdade ela não passava de amante. Será que é tão difícil para elas enxergarem que seu suposto público alvo são a classe média? HELLO, quem é rico vai ver TV paga, bebê!

"Valdirene, segura... Nós vamos bater!"

"Valdirene, segura... Nós vamos bater!"

Por que o programa não mostra o tanto de terapia que essas mulheres precisam para acreditar que são felizes porque conquistaram a riqueza de uma forma ou de outra?
A única impressão que o ‘reality’ me passou foi de cinco mulheres saltando no vazio que são suas vidas, fingindo ser algo que não são, achando que riqueza tem a ver com cafonice.
Band, venho por meio desta informar que nós, mulheres, queremos muito mais que isso. Jóias, carros, viagens, roupas e etc são conquistas que qualquer ser humano poderia almejar, mas NADA nesse programa é atrativo o suficiente para que sustente essa ideia de querer ter uma vida escrota dessas, rodeada de falsidade e solidão. Como disse uma amiga minha, “eu quero ter o dinheiro delas, e não ser como elas!”.

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